Fonte: Cruzeiro.com.br

O técnico Adilson Batista deu uma mostra neste domingo que um time de futebol pode mudar, e muito, sem que haja troca de peças. No intervalo do empate por 0 x 0 com o Ipatinga, no Ipatingão, o comandante celeste reposicionou o time e fez com que uma atuação morna se transformasse em superioridade absoluta no segundo tempo.

O lateral-esquerdo Diego Renan foi para o lado direito, o meia Gilberto caiu para o esquerdo e Jonathan ficou livre pra atuar no meio-campo. Adilson explica que alteração serviu para tirar o camisa 2 de uma “armadilha” do adversário.

“A proposta do Ipatinga era marcar determinado jogador (Jonathan) e jogar no contra-ataque em cima dele. A gente mudou ali e surtiu efeito. Tivemos um bom volume de jogo e acho que é mérito deles”, comentou.

Adilson fez questão de ressaltar, contudo, que a melhora na segunda etapa deveu-se também a uma melhor postura dos jogadores em campo.

“Nós tivemos dificuldade no primeiro tempo, o time não jogou bem, foi um pouco sonolento, desatento. No segundo eu acho que foi o Cruzeiro, criando, finalizando, e hoje o Douglas estava numa tarde feliz, fez grandes defesas. O importante foi que nós criamos”, disse.

A partir daí, o placar só não foi alterado devido à excelente atuação de Douglas, que fez ao menos quatro defesas em lances à queima-roupa dentro da área. Adilson considera, ao final, que o resultado de 0 x 0 não foi surpresa alguma.

“Nós poderíamos ter tido um pouco mais de tranquilidade na hora de finalizar. Houve mérito também dele (Douglas) de sair rápido e fazer as intervenções. É um jogador de qualidade que a gente conhecia. Eles se fecharam, jogaram no erro para sair rápido e isso acaba dificultando. A gente tentou, rodou, tabelou. A conclusão não foi como gostaríamos, mas era de se esperar. Ninguém achou que ia vir aqui e decidir hoje”, afirmou.

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