Fonte: Site Oficial

Em noite de bom futebol, especialmente no primeiro tempo, o Cruzeiro venceu o Nacional-URU, por 3 x 1, nesta quinta-feira, e largou à frente no confronto das oitavas de final da Copa Santander Libertadores. Foi uma jornada especialmente inspirada do atacante Thiago Ribeiro, que marcou os três gols celestes, todos na etapa inicial.

Como fez dois gols de vantagem, a Raposa passará adiante até com derrota por um tento de diferença no jogo de volta, na próxima quarta-feira, em Montevidéu. O placar de 2 x 0 a favor dos uruguaios eliminará o time celeste. Se o Cruzeiro marcar duas ou mais vezes no campo adversário, o Nacional precisará fazer três gols a mais para jogar as quartas de final.

Pela primeira vez na temporada, o Cruzeiro entrou em campo com o time imaginado como o titular desde o início do ano. A numeração fixa da Libertadores seria a tradicional de 1 a 11, não fosse o atacante Kleber, que veste a 25 no torneio internacional.

O Gladiador voltou à equipe após duas partidas ausente devido a uma lesão muscular. Já o volante Fabrício retomou o lugar na equipe em lugar de Fabinho, que ficou fora dos treinos de segunda e terça-feira em razão de cansaço muscular e ficou fora da partida.

O Cruzeiro terá seis dias de preparação até o jogo de volta. Os atletas se reapresentam na Toca da Raposa II na tarde de sexta-feira e iniciam a preparação para encarar o Nacional.

O jogo

O Cruzeiro entrou em campo disposto a decidir e fez um primeiro tempo impecável. Soube dominar o adversário, foi superior durante os 45 minutos e eliminou qualquer tentativa de contra-ataque que ameaçasse a meta de Fábio. O Nacional abusou da truculência nas divididas, com a conivência do árbitro Héctor Baldassi, mas não intimidou o time celeste.

Antes que qualquer clima de apreensão pudesse dominar o estádio, o Cruzeiro abriu o placar. Aos 6 min, Diego Renan dominou a bola no campo de defesa e acertou um lançamento de 50 metros para Thiago Ribeiro, que invadiu a área e tocou por entre as pernas de Muñoz para fazer 1 x 0 e explodir o Mineirão pela primeira vez.

O Cruzeiro foi inteligente e a troca constante de posição entre os atacantes deixou Thiago Ribeiro à vontade para decidir. O camisa 11 cumpriu com perfeição o papel de elemento surpresa dentro da área, nos momentos em que Kleber recuava para armar o jogo.

Foi o que aconteceu aos 21 min, quando o Gladiador tocou a Fabrício, que levantou a bola da intermediária. O zagueiro Lembo não achou nada e Thiago Ribeiro apareceu livre para cabecear no canto direito de Muñoz e fazer 2 x 0.

Para se ter noção do domínio que o Cruzeiro exercia, Fábio trabalhou pela primeira vez aos 25 min, quando defendeu sem dificuldade a bola cabeceada pelo zagueiro Coates na área.

Implacável, o time celeste envolveu o Nacional novamente na jogada do terceiro gol. Gil tocou a Jonathan, que avançou e deu a Henrique. O camisa 8 driblou um defensor e acertou belo lançamento para Thiago Ribeiro amortecer com a cabeça e encher o pé na entrada da área. O Cruzeiro fazia 3 x 0 aos 41 min de bola rolando.

O segundo tempo começou diferente. Com o volante Elicarlos no lugar de Fabrício, o time celeste não apresentou a mesma concentração e o Nacional se lançou ao ataque.

Aos 4 min, Fábio fez grande defesa em chute à queima-roupa de Vera. No minuto seguinte, não teve jeito. A bola foi levantada na área, Regueiro deu um leve empurrão em Elicarlos, dominou e chutou no canto esquerdo de Fábio. O placar passava a apontar 3 x 1.

Aos poucos, o Cruzeiro se reencontrou em campo e voltou a jogar melhor que o adversário. O Nacional, por sua vez, parecia achar que a derrota por dois gols não era tão ruim. Prova disso foi a entrada do zagueiro Godoy na vaga do armador Angel Morales, aos 23 min. O antídoto de Adilson Batista foi lançar o atacante Guerrón no lugar de Gilberto, aos 30 min.

O time celeste chegou a ameaçar a meta do Nacional, especialmente em chutes fortes de longa distância, mas parou em Muñoz. Foi o que ocorreu com Thiago Ribeiro, aos 32 min, e Elicarlos, aos 40 min. Sem mais chances, o placar de 3 x 1 foi mantido até o apito final.

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