Fonte: UOL Esporte

Assim que Adilson Batista pediu demissão na semana passada, torcedores do Cruzeiro cogitaram a hipótese do ex-lateral argentino assumir o cargo de treinador da equipe celeste. Segundo o presidente Zezé Perrella, a ideia de ter o ídolo como comandante da equipe não foi considerada, mas sugeriu que ele comece a carreira de técnico nas categorias de base do clube.

“É um jogador absolutamente identificado com o clube, que pode vir a ser um grande treinador. Se o Sorín quiser iniciar a sua carreira como treinador nas categorias de base do Cruzeiro, as portas estão abertas. Mas não vamos trazer um treinador que nunca treinou time nenhum. Que não é sequer treinador. Ele é um excepcional amigo, uma grande figura, um grande cruzeirense, mas não é treinador”, disse Perrella.

A fala de Zezé Perrella coincide com o pensamento manifestado pelo próprio Sorín. Ele já havia afirmado que não foi convidado, em nenhum momento, a substituir Adilson Batista, e reconheceu que não está preparado para a tarefa. “Preciso fazer cursos, me preparar, começar aos poucos, pensar em organizar a comissão técnica”, comentou o ex-jogador argentino, que não esconde o sonho de ser treinador do Cruzeiro um dia.

O Cruzeiro apresentou, na última quarta-feira, Cuca, como o substituto de Adilson Batista, que pediu demissão na quarta-feira passada, dia 2. Zezé Perrella lembrou que Sorín admitiu que não teria experiência suficiente para ser treinador profissional do time celeste.

“O próprio Sorín sabe disso e disse que não teria condição de treinar o Cruzeiro. É uma pessoa consciente, que sabe o que diz. Mas, se quiser ser treinador, as categorias de base do Cruzeiro estão abertas para ele iniciar uma carreira. Quem sabe daqui a alguns anos, quando ele tiver uma experiência, que ele possa ser (do profissional)”, observou.

Zezé Perrella alegou que a carreira de treinador deve ser iniciada nas categorias de base. Para o presidente do Cruzeiro, os exemplos de Dunga e Maradona não valem para clubes.

“Todo treinador tem que iniciar lá em baixo, a não ser que seja seleção brasileira. Na seleção é fácil. Você não precisa nem entender muito de futebol. Não é o caso do Sorín, que entende muito. Nós estamos vendo o Maradona na seleção argentina, o Dunga na seleção brasileira. Esses exemplos não valem para clube, no clube o cara tem que ter uma bagagem maior”, avaliou.

Senão quiser ser treinador, Sorín pode ter uma cargo administrativo no Cruzeiro. Segundo Zezé Perrella, as conversas para que o ex-jogador ganhe uma função na diretoria do clube mineiro foram iniciadas assim que o argentino anunciou sua aposentadoria no ano passado.

“Nós estamos conversando desde quando ele saiu. De repente, assumir uma assessoria internacional. Eu não sei dos projetos pessoais do Sorín. Eu acho que o Sorín não vai querer ficar fora do futebol. O departamento de futebol internacional, eu já tinha oferecido isso a ele. Nada no futebol profissional agora, porque nós já temos a nossa equipe. Na área do futebol, direto, acho que o treinador tem que trabalhar com as pessoas que ele conhece”, analisou o dirigente.

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